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domingo, 10 de junho de 2012

Aura:Cores


Aparência da Aura - Sua aparência que pode ser classificada pela intensidade da luminosidade, e pela coloração, revela as seguintes características, que são reflexos do que esteja transcorrendo com a pessoa:
a) - Quando apagada; a pessoa está perturbada, retraída, enferma ou é antipática;
b) - Quando brilhante; a pessoa está calma, sadia, agradável ou é envolvente.

11 - Coloração - Conforme ficou dito nos itens 5 e 6, apostila 18, a aura retrata a expressão do pensamento. Essa retratação se traduz na forma e na intensidade, como visto no item 9 e, além disso, na coloração. De um modo geral as cores que a aura apresenta têm os seguintes significados:
Azul - Sentimento religioso, devoção, afeição;
Verde - Simpatia, habilidade e engenhosidade;
Amarelo - Intelectualidade;
Laranja - Orgulho, ambição;
Rosa - Amor sem egoísmo;
Cinza - Depressão, medo;
Marrom - Ciúmes, egoísmo, avareza;
Vermelho - Cólera, irritabilidade, sensualidade;
Preto - Malícia, ódio, maldade.
Naturalmente essas cores não se apresentam na forma pura de cada uma. Serão vistas misturadas, mescladas umas com as outras. Afinal, nossos pensamentos e sentimentos se alternam a cada segundo. Na leitura da aura, portanto, ficará evidente a emoção cuja correspondente cor for a de maior predominância naquele momento.

Perispírito, centros vitais e aura


Perispírito, centros vitais e aura

Por Osvaldo Quelhas (26/07/2005)

1 - O Perispírito:
O perispírito é: "principio intermediário, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o periesperma e a casca."( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

"O perispírito é o laço que à matéria prende o espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o principio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações." ( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

Primeiramente devemos esclarecer que na época em que foi escrito o "Livro dos Espíritos", a 1° edição é de 1857, considerava-se a eletricidade como um fluido, na verdade, ainda não se tinha exata concepção do que viria a ser a eletricidade.

Costuma-se defini-lo como a quintessência da matéria, cuja maior ou menor densidade é inversamente proporcional ao grau evolutivo do Espírito e cuja composição não é exatamente a mesma conforme esteja o Espírito encarnado ou não.

Seus elementos são retirados do meio em que vivemos, portanto, sua composição é variável nos diferentes mundos.

Sua estrutura e composição exatas ainda não nos é possível conhecer, embora existam aqueles que procuram entendê-lo, como Hernani Guimarães Andrade que, em sua obra "Espírito, Perispírito e Alma", propõe que o mesmo é composto por "Psi-átomos". Estes corresponderiam aos "elementos atômicos mais complicados e sutis", segundo André Luiz ao referir-se à matéria do plano espiritual (na obra Evolução em Dois Mundos).

Kardec nos ensina também que uma das funções do perispírito é transmitir ao Espíritos as sensações provenientes da matéria (dor, frio, calor, visão, etc ) e fazer com que chegue até a matéria os seus comandos. Por exemplo: provém do Espírito a vontade de abrir um livro para ler, todavia, é o perispírito o responsável por transmitir esta vontade ao cérebro carnal e fazer com que o mesmo inicie uma série de processos fisiológicos que culminarão no ato físico.

Outra função de extrema importância do perispírito nos é ensinada por Joanna de Ângelis em "O Homem Integral", psicografia de Divaldo P. Franco: "De importância máxima no complexo humano, é o moderno Modelo Organizador Biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados."

"Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. É na sua intimidade energética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como é responsável pela memória das existências passadas, que arquiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampejos ou recordações esporádicas das existências já vividas."

É o modelo para o formação do corpo onde se encarnará o Espírito, imprimindo a este os detalhes anatômicos e fisiológicos consoante as aquisições morais e intelectuais em vidas passadas. Assim, será o responsável por formar o cérebro perfeito daquele que fez bom uso de seu intelecto em vidas pretéritas ou, caso contrário, o órgão inadequado do oligofrênico (compromisso cármico).

É o espirito, princípio inteligente, o responsável por modelar o perispírito.
Manoel P. Miranda, no livro "Temas da Vida e da Morte", psicografia de Divaldo P. Franco: "Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras."

Conceito introduzido por André Luiz em Evolução em Dois Mundos, psicografia de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira: "... o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação". André Luiz ensina que é mediante o perispírito que o Espírito encarnado ? Alma no conceito de Allan Kardec ? rege à atividade funcional dos órgãos de seu corpo carnal.

É no perispírito que ficam impressas as diversas experiências vividas no plano terrestre e extraterrestre que proporcionam o automatismo fisiológico, sob o governo do Espírito. Tal controle de nossas funções fisiológicas se faz mediante a atividade dos Centros Vitais do perispírito, também denominados de Plexos ou Chakras pelos espiritualistas e por certas culturas orientais.

2. Os Centros Vitais do Perispírito:
1.Centro Coronário: Situado na região central do cérebro é a sede da mente e é ele quem "assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. É o "ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas". Ele, além de retransmitir a "vontade", os sentimentos, as idéias e ações do Espírito ao soma (corpo físico), coordena a função dos demais centros vitais.

2.Centro Cerebral: Contíguo ao coronário, ele governa o córtex cerebral, controla a atividade das glândulas endócrinas e administra os Sistemas Nervosos Central e Periférico.

3. Centro Laríngeo: Situado na região da laringe, controla a respiração e a fonação.

4. Centro Cardíaco: Dirige a emotividade e a circulação.

5. Centro Esplênico: Situado na região onde se encontra o baço, dirige todas as atividades relacionadas ao sistema hemático.
6. Centro Gástrico: Responsável pela digestão e absorção dos alimentos.

7. Centro Genésico: Dirige os processos relacionados aos fatores genéticos, bem como as forças criadoras, tanto para o trabalho como para a associação entre almas.

3. A Aura:
E o que vem a ser a Aura?
A Aura nada mais é do que radiações energéticas provenientes da conjunção de forças físico-químicas do corpo (bioenergéticas), do perispírito e, mais importante, radiações mentais do Espírito. Portanto, tem características individuais e expressam o estado evolutivo moral e intelectual do Espírito.

Tais radiações interpenetram todo o ser e se expande além dele, formando o halo de características e cores próprias a cada ser, passíveis de serem observadas por indivíduos com faculdade para tal: a vidência.

O QUE É O ESPIRITISMO, CAPÍTULO SEGUNDO

Quando a alma está unida ao corpo durante a vida ela tem um duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

10 - Há, pois, no homem três coisas essenciais: primeiro: a alma ou Espírito, princípio inteligente que abriga o pensamento, a vontade e o senso moral; segundo: o corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior; terceiro: o perispírito, envoltório fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o corpo.

11 - Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele sucumbe e o Espírito dele se despoja como o fruto se despoja de sua casca, a árvore de sua casca, a serpente de sua pele, em uma palavra, como se tira uma veste velha e imprestável: é o que se chama de morte.

12 - A morte não é senão a destruição do envoltório material. A alma abandona esse envoltório como a borboleta deixa sua crisálida, contudo, ela conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

13 - A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o amarrava à Terra e o fazia sofrer. Uma vez liberto desse fardo, o espírito não tem mais do que seu corpo etéreo, que lhe permite percorrer o espaço e transpor as distâncias com a rapidez do pensamento.

14 - A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.
Nota - A alma é, assim, um ser simples, o Espírito um ser duplo e o homem um ser triplo. Seria, pois, mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra Espírito para o ser semi-material formado desse princípio e do corpo fluídico.

A CURA PELA COR

Quando nosso corpo adoece, seja por qualquer motivo, o procedimento mais comum é tomar um remédio alopático. Ele alivia os sintomas, mas pode ser uma faca de dois gumes. Enquanto realiza a parte da cura, pode estar desequilibrando o funcionamento do organismo através de efeitos colaterais desconhecidos e muitas vezes até nocivos.

Agora imagine se ao invés de tomar remédios e injeções horríveis você pudesse ser tratado com banhos de cores e similares. É assim que funciona a cromoterapia. Além de ser uma terapia agradável, não tem efeitos prejudiciais. Ela vai direto à causa, onde a energia está bloqueada ou desequilibrada. Segundo essa terapia, o corpo humano é composto de cores, ou seja, de energias.

Para a cromoterapia, desequilíbrio químico, doença e vibração energética indevida no corpo são sinônimos. A exposição do corpo humano a determinadas cores pode alterar o funcionamento dos órgãos: são as chamadas cores da emoção. Já as cores fisiológicas podem aumentar ou diminuir as vibrações e energias.

O início de tudo se dá quando os padrões gerais da energia áurica desviam-se do branco, a combinação normal das cores da aura. Se seguíssemos o raciocínio lógico, concluiríamos que os raios brancos seriam os mais indicados no tratamento para a cura. Mas não é o que ocorre na prática.

Quando o sistema já está debilitado, os raios brancos podem ser fortes demais e impedir que o organismo selecione somente aquilo que está precisando. Por isso são usadas cores específicas no tratamento.

Referências bibliográficas:
1 -Allan Kardec. - O Livro dos Espíritos. Ed. FEB.. 74° ed., 1994.
2 - Divaldo Pereira Franco, Joana De Ângelis. O Homem Integral. Ed Livraria Espirita Alvorada, 7°, 1995.
3 - Divaldo Pereira Franco, Manoel P. Miranda .- Temas da Vida e da Morte. Ed FEB, 4°, 1996.
4 - Francisco Cândido Xavier, André Luiz. - Evolução em Dois Mundos. Ed FEB, 7° ed., 1983.
5 - Hernani Guimarães Andrade.- Espírito, Perispírito e Alma. Ed. Pensamento. 1° Ed, 1984.

Fonte:

Perispírito, centros vitais e aura

Por Osvaldo Quelhas (26/07/2005)

1 - O Perispírito:
O perispírito é: "principio intermediário, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o periesperma e a casca."( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

"O perispírito é o laço que à matéria prende o espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o principio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações." ( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

Primeiramente devemos esclarecer que na época em que foi escrito o "Livro dos Espíritos", a 1° edição é de 1857, considerava-se a eletricidade como um fluido, na verdade, ainda não se tinha exata concepção do que viria a ser a eletricidade.

Costuma-se defini-lo como a quintessência da matéria, cuja maior ou menor densidade é inversamente proporcional ao grau evolutivo do Espírito e cuja composição não é exatamente a mesma conforme esteja o Espírito encarnado ou não.

Seus elementos são retirados do meio em que vivemos, portanto, sua composição é variável nos diferentes mundos.

Sua estrutura e composição exatas ainda não nos é possível conhecer, embora existam aqueles que procuram entendê-lo, como Hernani Guimarães Andrade que, em sua obra "Espírito, Perispírito e Alma", propõe que o mesmo é composto por "Psi-átomos". Estes corresponderiam aos "elementos atômicos mais complicados e sutis", segundo André Luiz ao referir-se à matéria do plano espiritual (na obra Evolução em Dois Mundos).

Kardec nos ensina também que uma das funções do perispírito é transmitir ao Espíritos as sensações provenientes da matéria (dor, frio, calor, visão, etc ) e fazer com que chegue até a matéria os seus comandos. Por exemplo: provém do Espírito a vontade de abrir um livro para ler, todavia, é o perispírito o responsável por transmitir esta vontade ao cérebro carnal e fazer com que o mesmo inicie uma série de processos fisiológicos que culminarão no ato físico.

Outra função de extrema importância do perispírito nos é ensinada por Joanna de Ângelis em "O Homem Integral", psicografia de Divaldo P. Franco: "De importância máxima no complexo humano, é o moderno Modelo Organizador Biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados."

"Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. É na sua intimidade energética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como é responsável pela memória das existências passadas, que arquiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampejos ou recordações esporádicas das existências já vividas."

É o modelo para o formação do corpo onde se encarnará o Espírito, imprimindo a este os detalhes anatômicos e fisiológicos consoante as aquisições morais e intelectuais em vidas passadas. Assim, será o responsável por formar o cérebro perfeito daquele que fez bom uso de seu intelecto em vidas pretéritas ou, caso contrário, o órgão inadequado do oligofrênico (compromisso cármico).

É o espirito, princípio inteligente, o responsável por modelar o perispírito.
Manoel P. Miranda, no livro "Temas da Vida e da Morte", psicografia de Divaldo P. Franco: "Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras."

Conceito introduzido por André Luiz em Evolução em Dois Mundos, psicografia de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira: "... o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação". André Luiz ensina que é mediante o perispírito que o Espírito encarnado ? Alma no conceito de Allan Kardec ? rege à atividade funcional dos órgãos de seu corpo carnal.

É no perispírito que ficam impressas as diversas experiências vividas no plano terrestre e extraterrestre que proporcionam o automatismo fisiológico, sob o governo do Espírito. Tal controle de nossas funções fisiológicas se faz mediante a atividade dos Centros Vitais do perispírito, também denominados de Plexos ou Chakras pelos espiritualistas e por certas culturas orientais.

2. Os Centros Vitais do Perispírito:
1.Centro Coronário: Situado na região central do cérebro é a sede da mente e é ele quem "assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. É o "ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas". Ele, além de retransmitir a "vontade", os sentimentos, as idéias e ações do Espírito ao soma (corpo físico), coordena a função dos demais centros vitais.

2.Centro Cerebral: Contíguo ao coronário, ele governa o córtex cerebral, controla a atividade das glândulas endócrinas e administra os Sistemas Nervosos Central e Periférico.

3. Centro Laríngeo: Situado na região da laringe, controla a respiração e a fonação.

4. Centro Cardíaco: Dirige a emotividade e a circulação.

5. Centro Esplênico: Situado na região onde se encontra o baço, dirige todas as atividades relacionadas ao sistema hemático.
6. Centro Gástrico: Responsável pela digestão e absorção dos alimentos.

7. Centro Genésico: Dirige os processos relacionados aos fatores genéticos, bem como as forças criadoras, tanto para o trabalho como para a associação entre almas.

3. A Aura:
E o que vem a ser a Aura?
A Aura nada mais é do que radiações energéticas provenientes da conjunção de forças físico-químicas do corpo (bioenergéticas), do perispírito e, mais importante, radiações mentais do Espírito. Portanto, tem características individuais e expressam o estado evolutivo moral e intelectual do Espírito.

Tais radiações interpenetram todo o ser e se expande além dele, formando o halo de características e cores próprias a cada ser, passíveis de serem observadas por indivíduos com faculdade para tal: a vidência.

O QUE É O ESPIRITISMO, CAPÍTULO SEGUNDO

Quando a alma está unida ao corpo durante a vida ela tem um duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

10 - Há, pois, no homem três coisas essenciais: primeiro: a alma ou Espírito, princípio inteligente que abriga o pensamento, a vontade e o senso moral; segundo: o corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior; terceiro: o perispírito, envoltório fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o corpo.

11 - Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele sucumbe e o Espírito dele se despoja como o fruto se despoja de sua casca, a árvore de sua casca, a serpente de sua pele, em uma palavra, como se tira uma veste velha e imprestável: é o que se chama de morte.

12 - A morte não é senão a destruição do envoltório material. A alma abandona esse envoltório como a borboleta deixa sua crisálida, contudo, ela conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

13 - A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o amarrava à Terra e o fazia sofrer. Uma vez liberto desse fardo, o espírito não tem mais do que seu corpo etéreo, que lhe permite percorrer o espaço e transpor as distâncias com a rapidez do pensamento.

14 - A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.
Nota - A alma é, assim, um ser simples, o Espírito um ser duplo e o homem um ser triplo. Seria, pois, mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra Espírito para o ser semi-material formado desse princípio e do corpo fluídico.

A CURA PELA COR

Quando nosso corpo adoece, seja por qualquer motivo, o procedimento mais comum é tomar um remédio alopático. Ele alivia os sintomas, mas pode ser uma faca de dois gumes. Enquanto realiza a parte da cura, pode estar desequilibrando o funcionamento do organismo através de efeitos colaterais desconhecidos e muitas vezes até nocivos.

Agora imagine se ao invés de tomar remédios e injeções horríveis você pudesse ser tratado com banhos de cores e similares. É assim que funciona a cromoterapia. Além de ser uma terapia agradável, não tem efeitos prejudiciais. Ela vai direto à causa, onde a energia está bloqueada ou desequilibrada. Segundo essa terapia, o corpo humano é composto de cores, ou seja, de energias.

Para a cromoterapia, desequilíbrio químico, doença e vibração energética indevida no corpo são sinônimos. A exposição do corpo humano a determinadas cores pode alterar o funcionamento dos órgãos: são as chamadas cores da emoção. Já as cores fisiológicas podem aumentar ou diminuir as vibrações e energias.

O início de tudo se dá quando os padrões gerais da energia áurica desviam-se do branco, a combinação normal das cores da aura. Se seguíssemos o raciocínio lógico, concluiríamos que os raios brancos seriam os mais indicados no tratamento para a cura. Mas não é o que ocorre na prática.

Quando o sistema já está debilitado, os raios brancos podem ser fortes demais e impedir que o organismo selecione somente aquilo que está precisando. Por isso são usadas cores específicas no tratamento.

Referências bibliográficas:
1 -Allan Kardec. - O Livro dos Espíritos. Ed. FEB.. 74° ed., 1994.
2 - Divaldo Pereira Franco, Joana De Ângelis. O Homem Integral. Ed Livraria Espirita Alvorada, 7°, 1995.
3 - Divaldo Pereira Franco, Manoel P. Miranda .- Temas da Vida e da Morte. Ed FEB, 4°, 1996.
4 - Francisco Cândido Xavier, André Luiz. - Evolução em Dois Mundos. Ed FEB, 7° ed., 1983.
5 - Hernani Guimarães Andrade.- Espírito, Perispírito e Alma. Ed. Pensamento. 1° Ed, 1984.

Mediunismo, Mediunidade, Animismo e Mistificação


A expressão mediunismo, criada por Emmanuel, designa as formas primitivas de mediunidade que fundamentam as crenças e a religião primitivas. Primitivismo; adoração inclusive de objetos inanimados, broches, talismãs, amuletos, e etc., o fetichismo nas crenças indignas e religiões africanas. A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está na conscientização do problema mediúnico.
"A mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado e submetido à religião religiosa, filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas leis.
O mediunismo divide-se em vários ramos correspondentes, as noções africanas de que procedem. Existem as mais e as menos elevadas:
Umbanda: -  São  as práticas mais elevadas e voltadas para o bem.
Quimbanda: - Rituais selvagens provocados pelo sangue dos animais sacrificados e queima de pólvora e outros rituais relacionados a inferioridades dos espíritos.
Candomblé: - São as Danças nativas de origem africana e indígena.
A Macumba: - É um ritual muito antigo. Diz Herculano Pires que a Macumba é um instrumento de sopro, geralmente, de bambu, que é tocado para chamar os espíritos do mato, é o "despacho", ao contrário do que se pensa, não é a oferenda de comidas e bebidas que é colocada nas encruzilhadas, mas o envio de espíritos inferiores para atacar as pessoas visadas.
Mediunidade: É a faculdade humana pela qual se estabelece a relação entre homens e espíritos. Não é um poder oculto que se possa  desenvolver através de praticas, rituais ou pelo poder misterioso, desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para captação mental, de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta, com as suas vibrações afetivas e psíquicas.
É a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos determinados médium, de servirem de intermediárioentre o mundo físico e espiritual. A mediunidade é dada sem distinção a fim de que os espíritos possam levar a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico, os virtuosos, para os fortalecer no bem, e os viciosos para os  corrigir.
Mediunidade é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dócil, aos espíritos em geral. O bom médium é aquele que constrói boas qualidades morais e constantemente cultiva bons pensamentos, possuio hábito da oração e da leitura.
Dessa maneira , a mediunidade é a condição natural do homem, uma faculdade geral da espécie humana, que serevela em dois campos paralelos de fenômenos: os Anímicos: Que são os fenômenos mediúnicos, com há maior influência do espírito do médium na relação entre duas esferas, como nos casos de vidência. Espíritas: são fenômenos mediúnicos, quando, na relação, há uma atuação direta do espírito desencarnado sobre o encarnado, como ocorre na audiência e na psicografia.
Mistificação: São os escolhos mais desagradáveis da prática espírita; mas  um meio de evita-los, o de não pedires ao espiritismo nada mais do que ele pode e deve dar-vos; seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis disso, jamais sereis enganados, pois não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir; mesmo que o homemnada peça, nem que evoque, sofre mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o enganariam tão facilmente.
Mistificar:  Quer dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, iniciar alguém nos mistérios de um culto, torna-lo iniciado, abusar da boa fé.
“Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece”
Animismo: (anima – alma) Sistema fisiológico que considera a alma como causa primária de todos os fatos intelectuais e vitais, isto é, expõe o fenômeno anímico como a manifestação da alma do médium, portanto, á alma do médium pode manifestar-se como qualquer ouro espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado. Para que se possa distinguir, se é o espírito do médium ou outro que se comunica, é necessário observar a natureza das comunicações, através das comunicações e da linguagem.
Outro grande engano é confundir Animismo com Mistificação.
 "Na verdade a questão do Animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, manifestações anímicas".

A conclusão que chegamos é que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica.
Existem também manifestações de animismo puro, ou seja, comunicação produzida pelo espírito do médium, sem a participação de outro espírito - encarnado ou desencarnado, pode ocorrer um processo espontâneo de regressão de memória. Existem fraudes de médiuns e de Espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.

Afinidade Espiritual

"Numa análise profunda em torno da 

problemática saúde/doença, pode-se afirmar 

que sempre o enfermo é o Espírito, em face dos 

seus compromissos em relação à vida.

Os sofrimentos que se derivam das enfermidades 

fazem parte da programática evolutiva do ser, 

que deles necessita, a fim de melhor ponderar 

em relação aos compromissos existenciais, nem 

sempre respeitados, invariavelmente relegados a 

plano secundário.

Nessa ocorrência, a da enfermidade, também 

incluem-se os fenômenos obsessivos, que 

podem responsabilizar-se por algumas delas, 

dando-lhes origem ou piorando-lhes o quadro 

em decorrência das afinidades existentes entre o 

paciente e o espírito agressor.

Vinculados pela carga emocional 

débito/demérito, a influência do Espírito 

desencarnado em relação ao encarnado, 

consequência de gravames praticados 

anteriormente, podendo também ser efeito da 

existência atual, tornando-se insistente presença 

no perispírito do seu antagonista, as contínuas 

cargas de energia morbosa que exterioriza 

terminam por desorganizar-lhe os equipamentos 

fisiológicos, facultando o surgimento das 

doenças de vária ordem.

Por outro lado, debilitando-se o indivíduo por 

efeito de alguma desordem orgânica, torna-se 

presa fácil dos inimigos que o sitiam, sofrendo-

lhes as energias fluídicas perniciosas que lhe 

pioram o quadro na área da saúde, tornando-a 

mais difícil de ser recuperada.

Invariavelmente, portanto, em todos os 

processos enfermiços que alcançam a criatura 

humana encontram-se presentes influências 

espirituais perniciosas, tendo-se em vista a 

necessidade do paciente resgatar equívocos 

defluentes da conduta infeliz nas experiências 

passadas.

A Lei das afinidades espirituais, resultantes do 

estágio de evolução moral dos espíritos em 

relação a si mesmos e ao próximo, trabalha em 

favor do equilíbrio cósmico no indivíduo, 

estabelecendo que, onde se encontra o 

endividado aí se faz presente o cobrador, porque 

ninguém pode desconsiderar os estatutos morais 

que vigem no universo sem sofrer-lhes os 

efeitos, de acordo com o tipo de agressão 

praticada. 

É desse modo que a consciência culpada, esteja 

consciente ou não do crime praticado, elabora 

mecanismos punitivos autorreparadores, criando 

situações emocionais próprias aos conflitos e, 

noutras vezes, descarregando aculpa nas telas 

sdelicadas da organização cerebral, que as 

transfere para o sistema nervoso central, é 

direcionada para o sistema endócrino e, por fim, 

para o imunológico, desestabilizando-o...

Se compreendessem que vivem num mundo de 

intercâmbio de mentes e de ondas, de vibrações 

e de energias de toda procedência, melhor 

precatar-se-iam as criaturas humanas das 

intoxicações espirituais venenosas, pelo cultivar 

dos pensamentos saudáveis, geradores de 

campos psíquicos harmônicos, que se tornariam 

defesas naturais em relação às influências 

tormentosas. 

Na sublime lição de Jesus, quando sugeriu: 

"Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e 

tudo mais vos será acrescentado", encontra-se a 

saudável advertência para o cultivo dos 

pensamentos superiores, evitando a construção 

ideológica de enfermidades, de desconcertos, de 

distúrbios da emoção.

A constância mental em torno dos valores 

elevados é de relevante significado, porquanto, 

além de beneficiar aquele que a mantém, 

espraia-se em volta, beneficiando todos aqueles 

que se lhe acercam em qualquer um dos planos 

da vida. 

Quando alguém se aproxima de um pântano ou 

de um jardim, desejando-o ou não, aspira o odor 

característico e, ali, demorando-se, impregna-se 

da sua exteriorização. 

No que diz respeito às ondas mentais, ao clima 

psíquico, a ocorrência é idêntica, propiciando 

cuidados em relação ao que se pensa, ao que se 

aspira, à forma como cada qual se comporta." 



Autor: Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Franco. Livro Mediunidade: Desafios e Bençãos
Fonte:http://www.oespiritismo.com.br/mensagens/ver.php?id1=574

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eutanásia, morte piedosa ou homicídio?


A eutanásia é um assunto polêmico que vem suscitando celeumas nos meios jurídicos, médicos e religiosos. Em alguns países, foram feitas tentativas no sentido de legalizar a Eutanásia, entretanto, dificilmente tal lei terá chances de ser aprovada, pois trata-se da eliminação não dolorosa de doentes portadores de moléstias incuráveis ou irreversíveis, tais como: câncer, aids, estado de coma, sono letárgico, etc...
No aspecto jurídico, a nossa Constituição, através do Direito Penal Brasileiro é incisivo e conclusivo: a Eutanásia constitui assassínio comum.
Sob o ponto de vista de ética médica, Hipócrates, pai da Medicina, deixou bem claro no juramento que até hoje é repetido na diplomação de novos médicos; considera a vida como um dom sagrado e veda ao médico a pretensão de ser juiz da vida ou da morte de alguém, condenando tanto a Eutanásia como o aborto.
No aspecto moral ou religioso, os riscos seriam incalculáveis: primeiro, o médico é falível e poderá errar no diagnóstico; segundo, os interesses de herdeiros apegados e mesquinhos; terceiro incapacidade de participar da dor alheia; quarto, egoísmo dos familiares para livrar-se de uma assistência demorada, penosa e cara.
Além disso, não são poucos os casos de pessoas desenganadas pela Medicina oficial e tradicional que procuram outras alternativas e logram curas espetaculares, seja através da imposição das mãos, da fé, do magnetismo, da homeopatia, de simpatias ou propósitos de mudanças comportamentais.
Em nossa caminhada evolutiva, existem episódios, ocorrências, dramas, tragédias, circunstâncias e fatos que irão exigir de nós experiências difíceis na própria carne, para superar barreiras e obstáculos, e muitas vezes são necessários o suor e as lágrimas; a dor e os padecimentos para a nossa transformação e evolução.
Como pesquisador já presenciei muitos casos de criaturas com quadros clínicos de doenças incuráveis e desenganados em que o magnetismo posto em atividade pela imposição das mãos conseguiu modificar o diagnóstico médico e restabelecer o campo celular, porém para que isto ocorra são necessários alguns requisitos, há necessidade de concentrar o plasma divino através da fé ativa, da confiança, da certeza, da segurança íntima, do merecimento, das conquistas alcançadas e das obras praticadas.
Não existem doenças e sim doentes, toda enfermidade são criações nossas, repercussões de nossos próprios atos, que precisamos desfazer, a fim de nos ajustarmos ao equilíbrio e harmonia.
Eis o motivo pelo qual, a Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo, refuta a Eutanásia em virtude da mesma ser uma usurpação do direito sobre a vida humana, reservado ao Criador, afirmando que toda criatura tem o direito de viver e apresenta como base de toda justiça social a aplicação do princípio: "Não façais aos outros, aquilo que não quiserdes que os outros vos façam".
Ruy Gibim
Professor, Sociólogo, Pesquisador e
Presidente do Grupo de Estudos Psíquicos
Professora Anália Franco - Araraquara - SP
(Revista Espírita Allan Kardec Nº 5)

Aborto Delituoso

Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. 

Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais... 



Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância... 



Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão. 



Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza... 



Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. 



Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz. 






Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho! 



Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.



Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Religião dos Espíritos


Fonte:http://www.oespiritismo.com.br/mensagens/ver.php?id1=281

W. H. Stead, morto na catástrofe do Titanic



O publicista inglês W. H. Stead, morto na catástrofe do Titanic, deu a comunicação seguinte, em 21 de maio de 1912, a Mme. Hervy, num grupo parisiense:


“Caros amigos, uma sombra feliz vem até vós. Desconhecendo-lhe a pessoa, não lhe ignorais, entretanto, o nome, nem a morte trágica no naufrágio do Titanic. Sou Stead. Amigos comuns, entre os quais a duquesa de P..., me trouxeram aqui para que me manifestasse por intermédio de Mme. Hervy, sua amiga. Talvez vos cause admiração que meus Espíritos familiares não me tenham avisado da fatalidade que pesava sobre o Titanic. É que nada pode prevalecer contra o destino, quando irremediável, e eu devia morrer sem que a nenhuma potência humana ou espiritual fosse possível retardar a minha derradeira hora. A agonia do Titanic teve alguma coisa de horrível, mas também de sublime. Houve desesperos loucos e manifestações covardes e brutais do egoísmo humano. Mas, quantos, por outro lado, medindo toda a extensão da coragem, se sentiram maiores diante da morte, mais nobres e mais santos, mais perto de Deus! Saber que se vai morrer na plenitude da vida, na exuberância da força, pela ação dessas potências da Natureza, indomadas sob a aparência da submissão; morrer ao cintilar das estrelas impassíveis; morrer na calma fúnebre do mar gelado, em meio de uma solidão infinita, que angústia para a pobre criatura humana! E que apelo desvairado ela dirige a esse Deus, cujo poder repentinamente descobre!... Oh! as preces daquela noite, as preces, os desprendimentos, as consciências a se iluminarem por súbitos relâmpagos e a fé a se elevar nos corações por entre as harmonias do belo cântico: ‘Mais perto de ti, meu Deus!’
“Agonia de centenas de seres, sim, mas agonia que para muitos era a aurora de um novo dia. Há, para os que viveram, pensaram, sofreram, como também para os que muito gozaram das falazes alegrias que a fortuna dispensa às suas vítimas, um alívio interior e como que um arroubo de esperança, ao reconhecerem que dentro de alguns instantes tudo estará acabado. A alma freme na carne e a subjuga, malgrado os sobressaltos inconscientes da animalidade.
“E quantos dentre nós, proferindo as palavras do cântico: ‘Mais perto de ti, meu Deus!’ se sentiram bem perto do Ser inefável que nos envolve com a sua onipotente serenidade!
“Pelo que me toca, vi, cheio de estranha doçura, aproximar-se a morte, sentindo-me amparado pelos meus amigos invisíveis, penetrado de um misterioso magnetismo que galvanizava os que iam morrer e que tirava à morte todo o horror. Os que morreram sofreram pouco, menos do que os que sobreviveram. Os escolhidos já estavam a meio no mundo espiritual, onde em tudo rebrilha uma vida etérea. A maior amargura não era a deles, mas a dos que, presos à matéria, enchiam os barcos de socorro, que os levavam para continuarem nesse mundo a peregrinação da dor, de que ainda se não haviam libertado.”

W. Stead.